25 JAN
performance, vídeo, conversa
domingo 16h
Sala Principal
ACESSIBILIDADE
Em português e inglês, sem legendas
Ana Borralho & João Galante, Emmanuel Ndefo, Isabél Zuaa, Jana Shostak, Sepideh Khodarahmi, Mohammad Abbasi
Tânia M. Guerreiro (curadoria)
SELF-UNCENSORED [UNCODING]
Códigos, Censura e Resistência
Self-Uncensored é um projeto que questiona as formas contemporâneas de censura em contextos “democráticos”, com foco nos mecanismos que conduzem à autocensura e à censura interiorizada. Em formato de festival expandido, estende-se no tempo, em eventos de curta duração realizados em espaços e contextos distintos. No TBA, apresenta a edição Self-Uncensored [UnCoding], que explora a ideia de “código” em múltiplas camadas: como linguagem, como sistema de conduta, como estrutura de controlo e, simultaneamente, como possibilidade de fuga.
Self-Uncensored [UnCoding] propõe uma reflexão sobre os mecanismos, visíveis e invisíveis, que moldam o discurso, mostrando como artistas de diferentes contextos respondem a estruturas que tanto impõem censura como contêm brechas que permitem escapar-lhes por meio de linguagens codificadas.
Entre performance, palestra-performance, vídeo e conversa, Self-Uncensored [UnCoding] convoca diferentes vozes e práticas — do testemunho íntimo ao gesto político — para pensar a liberdade, a linguagem e a autocensura no contexto contemporâneo da vigilância e da normatividade digital. O programa configura-se como um espaço de fricção e escuta, onde o código se torna metáfora, fuga e reprogramação, reunindo propostas artísticas que exploram os limites entre a liberdade e a restrição.
O coreógrafo e realizador iraniano Mohammad Abbasi, também fundador de The Invisible Center of Contemporary Dance, uma plataforma underground de dança no Irão, apresenta I am my mother e Series of Statements about Autonomy, obras que confrontam as tensões entre liberdade e exílio, revelando os mecanismos de censura e poder que atravessam a prática artística.
Em DE•NEGRIR or becoming black, entre discurso e gesto, Isabél Zuaa — artista multidisciplinar luso-guineense-angolana, com vivências no Brasil — convoca a sua trajetória para refletir sobre o que é considerado viável e não viável na cena contemporânea.
O coreógrafo, performer e investigador multidisciplinar nigeriano Emmanuel Ndefo, por sua vez, propõe, em Ecstatic Antibodies, uma meditação sobre o corpo, o desejo e a espiritualidade afro-queer, evocando códigos de comunhão e dissidência.
Em Manual de resistência para 2050, Ana Borralho & João Galante propõem uma palestra-performance-concerto que transforma o colapso em código performativo, usando a ficção e a ironia como linguagem para imaginar outras formas de resistência e futuro.
Com Minute of scream for.., a artista e ativista bielorrussa Jana Shostak transforma o grito em linguagem política — um código de resistência e solidariedade face à violência e ao silenciamento.
O dia encerra com uma conversa com o grupo de artistas moderada por Sepideh Khodarahmi — artista iraniana-sueca sedeada entre Portugal e Suécia, cuja prática explora erotismo, intimidade, hipergénero e poder.
Tânia M. Guerreiro
(curadora, produtora e consultora de dança e performance)
Programa
Mohammad Abbasi
I AM MY MOTHER
Isabél Zuaa
DE•NEGRIR OR BECOMING BLACK
Emmanuel Ndefo
ECSTATIC ANTIBODIES
Ana Borralho & João Galante
MANUAL DE RESISTÊNCIA 2050
Mohammad Abbasi
SERIES OF STATEMENTS ABOUT AUTONOMY
Jana Shostak
MINUTE OF SCREAM FOR..
Conversa com Ana Borralho & João Galante, Emmanuel Ndefo, Isabél Zuaa, Jana Shostak, Mohammad Abbasi
Moderação: Sepideh Khodarahmi
Self-Uncensored proposes a reflection and awareness of contemporary forms of censorship in “democratic” contexts, focusing on self-censorship and internalized restriction. In its latest phase, [UnCoding] explores “code” as language, system, control, and escape.
Through performance, video, and talk, the project brings together diverse artistic voices — from intimate testimony to political gesture — to reflect on freedom, language, and self-censorship in a digitally surveilled world.
Works include:
Manual de resistência para 2050 by Ana Borralho & João Galante; I am my mother and Series of Statements about Autonomy by Iranian choreographer Mohammad Abbasi; DE•NEGRIR or becoming black by Afro-Luso-Guinean-Angolan artist Isabél Zuaa; Ecstatic Antibodies by Nigerian artist Emmanuel Ndefo; and Minute of scream for.. by Belarusian activist Jana Shostak.
The day ends with a talk between the artists and Sepideh Khodarahmi.
This moment of the project takes place at TBA and focuses on code, censorship, and resistance.
4h (com intervalo)
A classificar pela CCE
10 Eur.
Passe Cultura apenas disponível na Bilheteira do TBA.
Direção e curadoria
Tânia M. Guerreiro
Artistas
Ana Borralho & João Galante, Emmanuel Ndefo, Isabél Zuaa, Jana Shostak, Mohammad Abbasi
Moderação da conversa
Sepideh Khodarahmi
Produção executiva
Marta Moreira e Daniela Leitão
Desenho de luz e direção técnica
Ana Carocinho
Imagem
Ema Ramos
Produção
ORG.I.A (SELF-MISTAKE/SELF-UNCENSORED)
Coprodução
Teatro do Bairro Alto
Apoio
O Rumo do Fumo
Apoios institucionais
Câmara Municipal de Lisboa – Cultura, República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
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