O oboé e a viola d’arco são frequentemente conotados com sentimentos de melancolia. O som do primeiro é penetrante e algo nasalado. O outro é mais escuro e aveludado. Mas ambos remetem para a introspeção e para a nostalgia. Estas são ideias comuns acerca destes dois instrumentos que, afinal, são tão diferentes um do outro. Acontece que, sobretudo em matéria de música, nunca estamos todos de acordo, tanto mais quando se trata de atribuir adjetivos ou arriscar associações. Por isso, os Solistas da Metropolitana convidam cada um a ouvir por conta própria. Primeiro, o oboé, com os Três Romances de Clara Schumann. Originais para violino e piano, estas peças exploram o equilíbrio entre melodias cantabile e virtuosismo técnico. Depois, a viola, com uma Sonata de Franz Schubert originalmente escrita para violino e arpeggione, um instrumento antigo parecido com uma guitarra tocada ao jeito do violoncelo. Foi mais tarde adaptada para outras formações, como aqui num duo de viola e piano. Por fim, o oboé e a viola juntam-se numa obra menos conhecida, composta em 1872 por August Klughardt. Respetivamente baseadas em cinco poemas, são curtas fantasias musicais que ilustram sequencialmente o amor romântico, o cair da noite num lago rodeado de juncos e salgueiros, a inquietação de que lembra o ser amado, uma tempestade e a luz do luar.
Romântico
Solistas da Metropolitana
C. Schumann Três Romances, Op. 22 (oboé e piano; original para violino e piano)
F. Schubert Sonata Arpeggione (transc. para viola e piano)
A. Klughardt Canções dos Juncos
Carla Pereira • oboé
José Freitas • viola
Dana Radu • piano
Mais informações:
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Classificação etária: M/6
Não é permitida a entrada a menores de 3 anos conforme o estipulado no Decreto-lei 23/2014, de 14 de fevereiro, na sua redação actual (art. 26ª).
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