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Patrícia Costa | Dom, 24 mar, 17h30

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Patrícia Costa | Dom, 24 mar, 17h30


Dom, 24 mar, 17h30
PATRÍCIA COSTA

Patrícia Costa apresenta novo EP em Março, com concertos no Porto, em Coimbra e em Lisboa.
O trabalho ficará disponível online e inclui só temas inéditos, com as autorias a cargo de Maria do Rosário Pedreira, Fernando Pinto do Amaral, Luca Argel, Edu Mundo, Ângela da Ponte e Pedro Fernandes Martins.
O novo EP da fadista nortenha dá o mote para uma série de concertos únicos, que arrancam no Porto a 23 de Março (Plano B), seguindo depois para Coimbra a 24 de Março (Salão Brazil), e chegando finalmente a Lisboa (Teatro Ibérico) a 28 de Abril.
Os espectáculos serão únicos e irrepetíveis, e terão como tronco comum o repertório original da fadista (haverá estreias absolutas de temas não incluídos no EP), contando ainda com a projecção de uma narrativa visual – da autoria do fotojornalista Paulo Pimenta (Jornal Público).

O Fado, sempre Fado, sempre em mudança
Resultado da maturação de uma linha estética que a fadista e compositora fixada no Porto tem vindo a desenvolver ao longo do seu discreto mas já longo percurso, este trabalho transporta a matriz mais tradicional do Fado – nos conteúdos melódicos, na poética, na estrutura do ensemble instrumental –, de mãos dadas com a composição de novos temas.
Patrícia Costa junta, em seis fados, palavras de figuras incontornáveis do universo literário português como Maria do
Rosário Pedreira ou Fernando Pinto do Amaral (que escreveram inéditos para a fadista), e a frescura composicional de
outsiders como Luca Argel (poeta e cantautor brasileiro) ou Ângela da Ponte (compositora, professora de composição na ESMAE).
É exactamente Luca Argel (Ruído Vário, Bamba Social, Samba Sem Fronteiras) quem assina letra e música do primeiro
tema do alinhamento, Apartado, uma história portuense sobre ausência, solidão e não desistência – misto de sentimentos que é uma espécie de fio invisível a enovelar todos os fados deste EP.

De seguida, num território absolutamente tradicional, descobrimos quais os Erros meus que saltaram da pena de Maria do Rosário Pedreira para a melodia do Fado Isabel, de José Fontes Rocha (sem erro: o casamento da letra com a música e a força da interpretação de Patrícia), e surpreendemo-nos com o regresso ao fado de Fernando Pinto do Amaral no assombroso Fado da Ilusão – palavras, música e voz em conluio para nos porem o dedo nas feridas (e o coração na boca).
Saudade, poema de José Archer de Carvalho já inscrito no universo fadista há décadas, surge aqui numa abordagem contemporânea, pela mão da compositora açoriana Ângela da Ponte, embalando-nos a tristeza nas ondas do mar e nos acordes da viola braguesa.
Vai que vai é a lufada de ar fresco deste alinhamento (ouve-se o sorriso!) mas, mesmo assim, inunda de nostalgia enquanto vai evocando a alegria e irreverência das crianças da Ribeira. É mais uma composição de Pedro Fernandes Martins (autor do Fado da Cantareira, editado no último disco da fadista; e também seu guitarrista) para a voz de Patrícia Costa.
Em jeito de bonus track, Patrícia sussura-nos os versos do Fado Mudo de Edu Mundo (Cordel, Fogo Fogo), comprovando que um fado é sempre um fado, seja qual for a roupa que lhe queiramos vestir.
Uma cigarra muito formiga Fadista residente no emblemático O Fado desde 2009, Patrícia Costa traz já desde a infância o seu fado marcado.
Estreou-se em 1991 no Teatro Jordão em Guimarães (então com oito anos de idade), e daí em diante foi delineando o seu percurso, serenamente mas com solidez e firme sentido crítico – que lhe vem talvez do facto de ter crescido longe da capital e do universo mais mediático do fado, ao mesmo tempo que desenvolvia as suas competências musicais no Conservatório e ia absorvendo as vivências fadistas de diversos contextos que, a cantar, conheceu (o Fado tem forte presença na vida de todos os portugueses, por todo o país e fora de portas, e a artista compreendeu esta realidade
logo aos dez anos, na sua primeira apresentação fora de Portugal).
Patrícia Costa protagonizou três concertos no Cais de Fado (2014), marcou presença nos Caixa Ribeira e Caixa Alfama,
cantou para Anthony Bourdain no seu Parts Unknown: Porto e para Tiago Pereira em diversas colaborações com A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria, esgotou o Hard Club (2016) e a Sala 2 da Casa da Música (2017),e cantou na igreja de Cem Soldos (Festival Bons Sons, 2018).
Em disco, editou Um cantar velado e lento em 2010 e Fados em 2016.
A convite da Livraria Lello, é intérprete e co-autora com Maria do Rosário Pedreira do Fado da Livraria Lello, estreado
em Outubro de 2018 na livraria, na sessão dedicada à escritora, e entretanto editado em vinil; no Dia Mundial do Fado, também na Lello, apresentou um concerto comentado dedicado ao Porto e ao seu contributo para a história deste género musical – o concerto foi transmitido na íntegra em duas emissões de Alma Lusa, na Antena1.
Patrícia Costa estará a 14 de Março no Teatro do Campo Alegre, no Porto, como diseuse convidada da Quinta de Leitura dedicada à poesia para fado de Maria do Rosário Pedreira, ao lado da escritora e de Rui Vieira Nery, Pedro Lamares e António Zambujo, entre outros.
Paralelamente, é mestranda em Musicologia na Universidade de Aveiro e criou e lecciona o Curso Livre de Fado na Academia de Música Valentim de Carvalho, no Porto.



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